10/10/2019
As doenças renais em cães As doenças renais em cães

Os rins são os órgãos responsáveis ​​pela filtragem do sangue e pela excreção de resíduos pela urina, entre outras funções vitais. Portanto, as doenças renais em cães representam um risco significativo para a sua saúde. A dieta é fundamental para a sua prevenção.

Os rins são essenciais na regulação do corpo, mantendo a hidratação corporal, a pressão arterial e o equilíbrio eletrolítico. Além disso, secretam hormônios que, entre outras coisas, estimulam a produção de glóbulos vermelhos.

A chamada insuficiência renal é uma das doenças renais mais comuns em cães e pode se tornar crônica. Para diagnosticar essa condição, pelo menos uma das funções renais mencionadas acima deve estar comprometida.

No entanto, a detecção geralmente ocorre quando esses órgãos perdem cerca de 70% de sua funcionalidade, daí a complexidade do tratamento.

Causas e sintomas de doenças renais em cães

 

Segundo a International Renal Interest Society (IRIS), um grupo de veterinários dedicados à investigação da insuficiência renal em cães e gatos, os principais fatores de risco são:

  • Glomerulonefrite ou inflamação dos glomérulos que atuam como pequenos filtros nos rins.
  • Pielonefrite ou infecções renais.
  • Nefrolitíase ou pedras nos rins.
  • Leptospirose, doença zoonótica causada pela bactéria Leptospira interrogans.
  • Câncer.
  • Amiloidose, uma doença na qual uma substância de natureza proteica conhecida como ‘amiloide’ se acumula nos tecidos ou órgãos.

A possibilidade de desenvolver qualquer uma dessas doenças é maior em cães com idade avançada. Portanto, é importante levar uma vida com cuidados preventivos desde os estágios iniciais.

Os sintomas mais óbvios da doença são poliúria e polidipsia, que consistem em urinar e beber mais que o normal.

Outros sinais possíveis são incontinência urinária, letargia, perda de apetite e peso, mau hálito e úlceras orais.

 

Tratamento e importância da alimentação

 

O tratamento para as doenças renais em cães depende da durabilidade e gravidade das mesmas. Por um lado, a doença aguda pode ocorrer como uma reação à ingestão acidental de toxinas ou à rejeição de um tratamento medicamentoso anterior.

Além disso, a ingestão de uvas e passas causa o aparecimento desse tipo de lesão. Como a sintomatologia aparece em tempo hábil, a hospitalização com fluidoterapia e dieta renal é a mais recomendada para o tratamento.

Quanto à doença crônica, pode se estender por meses, anos, ou até mesmo ao longo da vida em infecções congênitas. Nesse caso, a detecção precoce é essencial, para a qual a observação e a atenção do dono devem entrar em cena.

Uma vez detectada, é difícil determinar a causa exata responsável pela insuficiência renal, mas permitirá a prescrição de um tratamento paliativo. A medicação receitada, a terapia de fluidos e a dieta terapêutica renal são os pilares para combater a doença.

No que diz respeito à alimentação, há alimentos especializados, mas você também pode optar por alternativas caseiras. Nos dois casos, os seguintes aspectos nutricionais devem ser atendidos:

  • Restrição de alimentos ricos em fósforo para retardar a progressão da nefropatia.
  • Suplementação alcalina para combater a acidose metabólica frequente.
  • Restrição moderada de proteínas, com um limite de 40 gramas de proteína por 1000 quilocalorias para reduzir a magnitude da uremia.
  • Alta ingestão de ácidos graxos ômega 3 para ajudar a limitar a redução da filtragem glomerular.

Fonte: https://meusanimais.com.br/doencas-renais-em-caes/